As fontes renováveis asseguraram 70,5% da eletricidade produzida em Portugal Continental. Para a CHINT Portugal, este resultado confirma a importância de continuar a desenvolver nova capacidade renovável, armazenamento e infraestruturas de ligação à rede.
A energia solar fotovoltaica foi, pela primeira vez, a principal fonte de produção de eletricidade em Portugal Continental durante o mês de julho de 2026, representando 25,8% do total da geração elétrica nacional.
De acordo com o mais recente Boletim de Eletricidade Renovável da APREN, as fontes renováveis asseguraram, no seu conjunto, 70,5% da eletricidade produzida no país durante o mês, correspondendo a 2.554 GWh de um total de 3.611 GWh. A produção hídrica representou 21% e a energia eólica 17,7%.
Portugal entre os líderes europeus
Entre janeiro e julho de 2026, a incorporação de fontes renováveis na produção elétrica atingiu 75%, colocando Portugal no quarto lugar entre os países europeus analisados pela APREN, atrás da Noruega, Dinamarca e Áustria.
Durante este período, foram registadas 694 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal Continental, o equivalente a cerca de 29 dias completos.
As renováveis contribuíram igualmente para reforçar a autonomia energética e reduzir a exposição do país às importações. Nos primeiros sete meses do ano, a produção renovável permitiu evitar a importação de aproximadamente 667 milhões de euros em gás natural e 374 milhões de euros em eletricidade.
Na vertente ambiental, a APREN estima que tenham sido evitadas 6,1 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, representando uma poupança adicional de cerca de 423 milhões de euros em licenças de emissão.
Transformar potencial renovável em capacidade efetiva
Os resultados agora divulgados demonstram o papel crescente das energias renováveis no sistema elétrico português. No final de junho de 2026, estas fontes já representavam 79,5% da capacidade de produção elétrica instalada em Portugal. Desde 2016, a capacidade renovável aumentou 9.143 MW, o equivalente a um crescimento de 68,2%.
Para a CHINT Portugal, enquanto promotora de projetos renováveis de grande escala, este desempenho confirma a importância de continuar a transformar o potencial energético nacional em projetos concretos, ambientalmente responsáveis e territorialmente integrados.
A evolução do sistema exigirá não apenas mais capacidade de produção solar e eólica, mas também:
- soluções de armazenamento de energia;
- projetos híbridos;
- maior flexibilidade;
- reforço e utilização eficiente das redes;
- processos de licenciamento mais previsíveis;
- acompanhamento dos impactes ambientais e cumulativos;
- criação de valor para os municípios e comunidades que acolhem os projetos.
A CHINT Portugal está a contribuir para esse percurso através do desenvolvimento de um portefólio integrado de projetos solares, eólicos e de armazenamento, procurando combinar a capacidade global do Grupo CHINT com uma presença responsável e duradoura nos territórios portugueses.
O desempenho alcançado por Portugal mostra que as energias renováveis já constituem um elemento central do sistema elétrico nacional. O próximo desafio será aumentar esta capacidade, integrá-la de forma eficiente na rede e garantir que os seus benefícios energéticos, económicos e territoriais são distribuídos de forma mais ampla.
É com esta visão que a CHINT Portugal pretende continuar a participar na transição energética do país, contribuindo para um sistema elétrico mais renovável, flexível, competitivo e preparado para responder à crescente eletrificação da economia.