Saltar para o conteúdo

CHINT Solar submete Estudo de Impacte Ambiental da Central Solar Fotovoltaica de Terra Ruiva

06 Julho 2026

A CHINT Solar Portugal submeteu, no dia 30 de junho de 2026, o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Central Solar Fotovoltaica de Terra Ruiva e respetiva Linha Elétrica a 60 kV, localizada na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, distrito de Faro. O projeto é promovido pela C.Solar NE14 Brinqueira, S.A., empresa pertencente à CHINT Solar Portugal.

A Central Solar Fotovoltaica de Terra Ruiva prevê a instalação de uma potência total de 53,42 MWp, numa propriedade com cerca de 77,4 hectares, dos quais aproximadamente 69 hectares correspondem à área vedada do projeto, mas apenas 23,6 hectares (30% do total) serão ocupados por painéis e inversores. A energia produzida será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público através de uma linha elétrica aérea a 60 kV, com cerca de 1,48 km de extensão e ligação à Subestação de Tavira.

O projeto integra ainda um sistema de armazenamento de energia por baterias, com 25 MW / 50 MWh, reforçando a capacidade de gestão da energia produzida e contribuindo para uma maior flexibilidade do sistema elétrico. A produção anual estimada é de cerca de 93 GWh, energia renovável suficiente para abastecer o equivalente a 28.000 habitações.

A submissão do EIA constitui uma etapa essencial no processo de Avaliação de Impacte Ambiental, procedimento conduzido pela Agência Portuguesa do Ambiente, sendo a Direção-Geral de Energia e Geologia a entidade licenciadora do projeto. O EIA tem como objetivo avaliar os potenciais efeitos ambientais e sociais do projeto, identificar medidas de minimização e assegurar que a sua implementação decorre com rigor técnico e ambiental.

O estudo identifica um conjunto de impactes ambientais associados às diferentes fases do projeto — construção, exploração e desativação — e propõe medidas de minimização, monitorização e compensação. Entre estas medidas destacam-se a preservação de dois núcleos de povoamentos de azinheira existentes, a recuperação paisagística das áreas intervencionadas, a monitorização ecológica e a implementação de medidas de gestão ambiental durante a construção e operação.

Durante a fase de construção, com duração estimada de cerca de 13 meses, o projeto deverá envolver até 80 trabalhadores no pico dos trabalhos, criando oportunidades de dinamização económica local e regional.

Para além do contributo para a produção de energia renovável, o projeto de Terra Ruiva assume relevância no contexto da transição energética nacional, contribuindo para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para a diminuição da dependência energética externa. Ao longo da sua vida útil, estima-se que o projeto possa evitar cerca de 435 mil toneladas de CO₂ equivalente.

A CHINT Solar Portugal sublinha que o desenvolvimento do projeto será acompanhado por uma abordagem responsável, assente no cumprimento rigoroso dos processos ambientais e regulatórios, na integração no território e no diálogo com as entidades locais e comunidades envolvidas. Neste capítulo a CHINT Solar tem vindo há muito a manter uma relação ativa com as comunidades locais, bem como comprometida e envolvida com iniciativas que ajudam a interpretar e conhecer a identidade daquelas, a combater o isolamento social, a valorizar o património histórico e religioso e a envolver a comunidade em atividades  culturais de qualidade.

A submissão do Estudo de Impacte Ambiental da Central Solar Fotovoltaica de Terra Ruiva representa mais um passo no compromisso da CHINT Solar com o desenvolvimento de projetos renováveis responsáveis em Portugal. Acreditamos que a transição energética deve ser feita com rigor técnico, respeito pelo território e colaboração com as comunidades locais”, refere a CHINT Solar Portugal.

O Resumo Não Técnico e o Estudo de Impacte Ambiental serão disponibilizados no âmbito do processo de consulta pública, permitindo a participação de todos os interessados.